quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

MEA CULPA_

Mais bem quisto
que cristo!

Constrange-me
saber que ainda
existo...

(Há uma palavra ilegível.)

Há uma comestível
uma impossível
má indefectível
a infalível

Há uma não factível
uma removível
má indizível
a palavra

ilegível
incapaz

i.n.a.u.d.í.v.e.l

A morte do a(u)tor_

Esse poema assassinado
por mim.

é assinado
por fim...

Por principio!

Príncipe das trevas
principio por precipitar
a estética, a ética & a dialética!, no prepúcio do precipício.

Dito isso,
tudo volta ao seu incipiente recipiente e principio primeiro...

Esse poema assassinado
por mim.

é assinado
por fim...

A.MOR.RO_




Amor
Roma

Amor
Romã
ntico

Amor cântico
Amor quântico
Amor semântico

Omar Kayan

o mar...

Amar

ao mar

Armar

ar mar

Amor
morro

Amor
mor

Amor
morte

Amor
forte

Amor
sorte?!

Amor...

Pesado
Leviatâ
passado
que levita
-que me evita-
transa & transita
volúpia pia finita...

Pia uma ave
Pia de uma árvore

Amorro!

Fogo-fátuo
Fato consumado
Fado dançado
Fardo amado
Falso cognato

falo calo alo aleph
que´ima ao largo...

Como Soberba de la flor
espalhando seu fogo e seu
horror sigo atado ao mo mor amor...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

AFRODIONISÍACO! À Emmanuel Zamor_




O velho fogão me
subindo pelas costas.

Como comum goteira
gorgolejando poças.

Nada, tudo que gostas.

Esse aí? O mundo
que quero ver pelas costas_

Inferno não tem sistema
de cotas!

Palácio de
belicosas|deliciosas
& delirantes derrotas.

Paraíso abismo interno
que sublima qualquer esquema de rotas_

VIÉS DO BARRO_à Manoel de...

(Poema relâmpago para um poeta trovejante)

Manoel,

Do barro
viestes,
ao barro
voltarás.

Manoel,
No papel
vivestes...

&

No papel
sobreviverás!

MODESS OPERANDI_




A vagina me fascina
entro e saio das saias
desde os tempos de menina_