sábado, 11 de outubro de 2014

O P( )ETA MEN( )S O O_À August( ) de Camp( )s!


"-Sou o Poeta. O que jaz, sendo vivo."



O po ta
é

O poe a
era

O profeta acerta
O poeta erra_

O oeta
já era!

O poet
quem deu

O
quem dera

O
cagou

O
transou

O
Burlesco
O
Burlou

O
amou

O
falou

O
calou


O poeta
Ou?

CIRCO HERMENÊUTICO_

Palhaço sem sentido
Picadeiro de significado

'O poema jamais escrito'

Circunspecto
ao meu distrito

circulante circular
e circunscrito

conscrito
ao meu
proscrito

Predestinado Peregrino e seu irmão Precito!

Grito do interdito, és
Pound Ez-ra, pondero

Intervalo em Sardanapalo

Falo do meu alo

Tudo qu´eu me quedo
Tudo qu´eu me credo
Tudo qu´eu me calo_

RENEXO 100 FLEXO_À Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill de Bulhões!

"E quando dizes poesia eu tenho nojo..."








A poesia
Me desafia

A poesia
Me desfaz tia

A poesia
Me enfastia

Por ela arrancos cabelos
Por ela rearranjos pentelhos

Arroto escaravelhos
Atravesso os espelhos

Anoto os que os odeio os todos os tolos os totens os tabus e as receitas de bolos

Odeio sem remorso e sem
rodeio_

Por ela, a poesia, aquela que me enfastia,
aquela aquática aquarela que me desnuda me desmantela
entro miniNU saio maroto marmanjo, do outro lado da tela
qual o marujo que com o marulho do mar medita mar

Por ela a razão desacredita
&O editor não me edita...

EM FIM§
A arte me imita
A vida me limita
A poesia me irrita

domingo, 5 de outubro de 2014

Versí.cu.lo O_À Nietzsche!

d´eu se escreve torto, por linhas certas_

Centopéia onomatopéica? Reinos inanimados_

"Ou Darwin, ou desce!"

Guaraci Merlhieg





Rato sorrateiro
Canário canalha
Elefante tratante

mula nula nunca muda
truta treta traça troços

humanos são sós
são só os ossos
os anos sãos são
só os nossos
os os só destroços

os 'se's' nem se fala
nem se falassem!

Tem o cego que não vê a lua
Tem o ego que não vê a sua

Tem o tédio que não vê a grua
Tem o prédio que não vê a rua

O humanitismo de machado

lenhou o niilismo

Ao vencedor as batatas
ao perdedor a dor
e lenha ao lenhador!

penso logo desisto
escrevo logo resisto_

Descarte Decartes!
,já disse algum dia,

@ vida
cínica
sinestesia

Montei em Montaigne
No tropos mais comum
-segui num trote incomum-

Afinal ao final
o homem é só mais um_

O ornitorrinco
ficou rico

A grila greluda
gritou gripada:

"Cada Magalho
no seu caco!"

Cada forte
pro seu fraco

desça a cabeça
ao cadafalso

cada verdadeiro pro
seu cada falso...

Vi um cachorro
vestido de Zorro

Vim viver pra ver s´eu morro!?!

A abelha abelhuda vivia
debaixo da telha

Um coelho de cartola
dando no pé-de coelho-

O jacaré de Lacoste
nadando de costa

O besouro de
jaqueta de couro

deitado de lado
rolando na bosta

A hiena de dar pena

Já a ema, é da gema!

Galinhas, justiça...
Sem pena se espreguiça

abaixo da preguiça que sempre enguiça

Poema vegetariano
enchedor de linguiça_


Mudanças Mundanas Ou Dança Cigana_


Apperley, George Owen Wynne (1884-1960) - Zambra gitana





Angús.tia do medo
medo do seRgredo

filho bastardo
do Clodoaldo

neto d'inhô
Godofredo

dor doirada do doido degredo-

egresso do pregresso
persigo prossigo progredo

continuum excesso
excreção|exceção
do excelso

_calha calma canalha alma_

Egito de gesso erigido

amor sem fim sem começo
sem começo meio nem fim
amor que amo e desconheço