quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Edifício Poético|Exercício Estético..à João Cabral..

É difícil
fazer poesia
metalinguística.

A META DO POEMA
NÃO É A LINGUÍSTICA.
(Sic)(Sick)(SeeK)(Sikh)

A língua não é a meta
do poeta

(é meta e meeca do profeta!)

O som não é a meta
da poética

nem a métrica
..nem falo de
fonética..

Metido a linguista
língua enche linguiça
íngua se faz presente

Me faz preguiça

A linguística poética
desconhece sintagma
desconhece árvore
desconhece regra
desconhece reta

A língua do poeta

nada edifica
nada de tí fica

Edifica
sem os cálculos
frios da estética

No Edifício Ofício
Do poeta

Fazer poesia
Com o barro
Da palavra

Mágoas
-m`águas passadas-

E mais
Nada.

Da série: Receitas de HaiCai!

"Cozinhar é um ato revolucionário"..Ao Grupo Poro!

Quem não é
da panela
Não cuzinha.


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Meu Manifesto Autofágico-Antropofrágil

COMA +
CARNE
HUMANA.


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Receita Caseira


Confunda Bugalhos
Com(funda)
Alhos


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Libelo Libertário


Anarquia não é
utopia..
É poesia.

AUGUSTO DOS ANJOS & KOLOKOLOKO_UFMG_UFPB_


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Todos Mortos!

dependendo da independência
independendo da inocência
o presente ou a ausência

em essência

quero todos mortos

pendendo os pendentes
penteando os macacos aqui presentes
excluindo os ausentes

quero todos mortos

independente da patente
comparando o parâmetro
passando o passado latente
pairando os parentes

serpenteando as serpentes

incluindo os presentes

quero todos mortos

insistindo no instinto
existindo no extinto

concluído o excluído
contundido o continuum
continuado o exílio

confundido confúcio
confiado no crepúsculo
confinado no prepúcio

pedra angular
estrela esteja aqui
ou estelar..

de todo o desconhecido conhecido
de tudo o que for ferido

quero todos mortos

me empilhem os seus corpos
desnudem seus destroços
seus desejos
todos tortos

se meus esforços
fossem fortes
não teria tantos cortes

me quero em todos mortos

quedem todos mortos
nasçam todos mortos
morram todos mortos

quero todos mortos

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Academia Mineira de Letras!!!

De longe, sempre de longe..

Avistei, ave rara..e pela primeira vez
em longos anos, sempre longos..

Sempre longes..

Como um castelo abandonado que ví, uma vez,
na região de Limoges..

Uma porta aberta na varanda
do segundo andar..

-lá em cima, alta torre de marfim-

Distante enfim; crepuscular..

Academia Minerva de Letras!?
Me enerva saber, que não sei, o que sabem..saber..o que fazem..

Parece que levantam livros, fazem o footing pelos corredores, spinnig pelas escadas em espirais, espirram o pó do tempo..enxotam xoxotas-escritores amadores..amadores das letras como vós..

Sem Voz!!!

Guardadas pelos guardiões de todo o conhecimento..conhecimento distante, feito de rancor e cimento!

Ah! & pulam estantes-estanques..pusilânimes!!!

Vermes que se pensam pensantes.

Não sei bem, ninguém o sabe..
Sabe-se lá, o que se faz por lá?!

De todo, e até onde sei, as letras já vem prontas, e..

É coisa do homem, que sem o que fazer, as organiza, barbariza, enfatiza..fratícidicamente falando..

Ví por uma fresta homens fardados, qual generais, em festa, dando, ou pretendendo lhes dar algum uso; ou sentido.
-fardando ou forjando..fatos ao fatídico fado, ao brado do eterno bardo-

Bem sei, que não faz sentido!

Entretanto, todavia, contudo, sem nada melhor pra fazer, -"entrei um dia nessas catedrais."

Vi velhos brancos como fantasmas, sem almas..flanarem ufanados em passeata até seu anexo-desconexo..uma ponte que desce do olimpo e sobe a bahia..

Corri pra pia..batismal, me lavei em lágrimas..e passaram ao lado, ao largo, dos que lá também, pombos famintos, migalhas aguardavam..

Mestre, doutor ou bacharel..Madame benemérita das artes e seu chapéu..
-alta costura x baixa cultura-

Não sei bem, ou sei bem, mas finjo melhor ainda..Aída!Verdi veio ver-te vestido de verde oliva..

Eu; cego que sou, não vejo..aonde em alguns setores, se acabou por fim, a ditadura?!